segunda-feira, 15 de julho de 2013

Doenças da Alface: Podridão-mole (Erwinia carotovora subsp. carotovora)


Descrição: a bactéria Erwinia carotovora subsp. carotovora (Jones) Bergey, Harrison, Breed, Hammer et Huntoon também é conhecida sob os seguintes sinônimos: Erwinia carotovora pv. carotovora (Jones) Bergey, Harrison, Breed, Hammer et Huntoon e Pectobacterium carotovorum (Jones) Waldee.

Devido ao plantio sucessivo, essa doença é de grande importância nas regiões produtoras de alface, onde as perdas são grandes, principalmente no verão chuvoso e quente, ou onde há irrigação em excesso, favorecida por ferimentos provocados pelos tratos culturais, insetos e vento.
A doença se caracteriza pela murcha da planta e o apodrecimento da base.
Essa doença encontra-se disseminada em todas as regiões produtoras de alface do Brasil, pois a bactéria é nativa na maioria dos solos brasileiros.
A bactéria tem um amplo círculo de hospedeiros, principalmente solanáceas cultivadas e plantas daninhas, de preferência as que têm consistência carnosa, como batata, cenoura, repolho, couve-flor, etc.


Sintomas: Os sintomas típicos da doença são a murcha da planta e o apodrecimento da base.
FOLHAS: As folhas externas são as primeiras a mostrar os sintomas de murcha, a qual avança rapidamente até colapsarem.
CAULE: A medula apodrece, tomando um aspecto gelatinoso. Com freqüência, toda a cabeça da alface é apodrecida, ficando completamente gelatinosa.

Bioecologia: A bactéria é habitante comum do solo e sobrevive sobre os restos vegetais como saprófitos ativos e sobre a rizosfera de numerosas plantas hospedeiras, adaptando-se a uma alta variação de temperatura, e sobrevivendo durante muitos anos.

A principal fonte de infecção e disseminação nas lavouras é a água contaminada para irrigação; também é disseminada pelos respingos da água da chuva ou irrigação por aspersão, pelos operários durante o manuseio, insetos e pelos equipamentos contaminados, mas a bactéria só penetra nos tecidos da planta se houver algum tipo de ferimento. As plantas adultas mostram-se mais suscetíveis do que as jovens, talvez devido ao excesso de água retida na folhagem da planta.

Solos mal drenados ou suscetíveis de sofrer encharcamento, excesso de umidade causada pela chuva ou por irrigação, temperaturas entre 25 e 30°C e adubação nitrogenada em excesso, principalmente em culturas em estufa, são condições que favorecem o aparecimento da doença.

Controle: Há alguns cultivares que apresentam certa tolerância à bactéria.
Utilizar sementes limpas e adequadamente tratadas. Plantar em solos bem drenados; estufas com boa ventilação; utilizar água não-contaminada e evitar a irrigação excessiva por aspersão; fazer rotações de cultura, de preferência com gramíneas durante no mínimo um ano; controlar as plantas daninhas, principalmente as solanáceas; evitar ferimentos nas raízes durante o transplante; fazer tratamento para o controle de nematóides e insetos do solo.
Fazer pulverizações regulares com produtos cúpricos e com antibióticos quando for necessário.


 

fonte: Agrofit

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