Como Controlar o Espinilho (Vachellia farnesiana) em Pastagens: Guia Técnico


Introdução ao Espinilho

A Vachellia farnesiana, popularmente conhecida como Espinilho, Esponjeira ou Acácia-amarela, é uma espécie da família Fabaceae com grande importância econômica e ambiental. Embora possua flores melíferas valorizadas na perfumaria, no contexto agropecuário é considerada uma planta invasora agressiva. Sua presença em pastagens degradadas, especialmente no Pantanal e no Pampa, causa prejuízos diretos ao dificultar o trânsito do gado e as operações de manejo devido aos seus espinhos proeminentes.

Identificação da Planta no Campo

Para um manejo eficiente, o primeiro passo é a identificação correta. Confira as principais características morfológicas da espécie:

  • Ciclo e Porte: Planta perene, de hábito arbustivo ou arbóreo, atingindo entre 2 e 7 metros de altura.
  • Adaptações: Possui espinhos estipulares retos e pareados, além de um sistema radicular profundo (pivotante), o que garante alta resistência ao estresse hídrico e capacidade de rebrota.
  • Folhas: São bipinadas (compostas), alternas espiraladas, com comprimento de 4 a 8 cm e consistência levemente endurecida (subcoriácea).
  • Flores: Facilmente reconhecidas por serem pequenos glomérulos globosos de cor amarela intensa e muito perfumados.
  • Frutos: Apresenta-se como um legume (vagem) cilíndrico e sublenhoso, que se torna castanho ou preto quando maduro.
 







Impactos e Dispersão

A propagação ocorre via sementes que possuem dormência tegumentar, facilitando a dispersão por animais que consomem as vagens. Sua agressividade reside na capacidade de ocupar rapidamente áreas antropizadas e pastagens mal manejadas, competindo por espaço e nutrientes com a forragem desejada.

Manejo e Controle Químico

O controle do Espinilho pode ser complexo devido à sua rusticidade. Estratégias integradas, unindo manejo de pastagem e controle químico, são recomendadas. Atualmente, existem herbicidas registrados com alta eficácia para esta espécie, utilizando ingredientes ativos como:

  • Triclopir: Eficaz em aplicações foliares ou de toco.
  • Aminopiralide + Triclopir: Combinação sistêmica para controle de arbustivas persistentes.
  • 2,4-D + Picloram: Opção tradicional para o controle de dicotiledôneas de porte arbóreo.

A aplicação deve seguir rigorosamente as normas técnicas, observando o estádio fenológico da planta e as condições climáticas para evitar deriva e garantir a translocação do produto até a raiz.

Conclusão

O monitoramento constante e o controle precoce são as melhores ferramentas para evitar a infestação severa por Vachellia farnesiana. Lembre-se: para a escolha do produto adequado e elaboração do plano de aplicação, consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.

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